• Sima Krtalic

Anonymous chart of the Mediterranean and Black Sea, [ca. 1325-50]


Author | Autor Anonymous | Anónimo

Date | Data [ca. 1325-50]

Country | País [Italy] | [Itália]

Archive | Arquivo Library of Congress

Call number | Número de Catálogo G5672.M4P5 13-- .P6

Dimensions | Dimensões 430 mm x 590 mm

Medea DB Entry | Entrada Medea DB


The fragment kept at the Library of Congress, in Washington, is the oldest nautical chart archived in North America. The dating of this artefact has been approached from at least two different angles. In 1977, J. E. Kelley performed a detailed comparative study of the coastal iconography on the chart, and concluded that it was produced in the first half of the 14th century, possibly before 1330. The results of radiocarbon dating ordered by the Library of Congress and reported by Greg Hodgins, Fenella France, and John Hessler in 2012 are compatible with Kelley’s conclusions. Although the author of the fragment remains unknown, it is likely that this chart at the Bibliothèque nationale de France is also of his hand, making him one of at least three anonymous early 14th-century Genoese authors whose works have come down to us.


A simple border of two parallel ink lines gives the chart its southern and western boundaries: just inland of the Mediterranean shores of north Africa, and just west of Majorca, respectively. To the north and east, however, the chart has been trimmed. The hidden circle containing the nodes of compass lines is centered on the Aegean Sea, just as in Petrus Vesconte’s chart of the eastern Mediterranean of 1311. Likewise, on both this fragment and Vesconte’s chart, the hidden circle is scaled and placed such that much of the Black Sea east of Crimea falls outside its circumference. Perhaps the first cartographer to entirely enclose the Black Sea within the hidden circle was Giovanni da Carignano, in a chart made around 1327 that included large hidden circles. Later authors, such as Francesco Beccari in his chart of 1403, would adopt a different solution, placing auxiliary rhumb lines, unconnected to a circular network, at the eastern and western extremes of their charts to provide peripheral coasts with the needed compass directions.

Although the chart acknowledges 32 different compass directions, some nodes on the hidden circle have fewer. For instance, only 13 or 14 compass lines radiate from the southernmost nodes – a felicitous choice, since including all 32 here would have awkwardly interrupted the distance scale bar. The node in the Gulf of Ham Mamet likewise shows fewer directions than might be expected, seemingly to improve the legibility of the nearby shores and sailing hazards. If we accept these explanations, we might infer that the compass lines were drafted after the shores and scale bar, with adjustments being made considering the already-present drawing. Significantly, though, the chart of the same likelyauthor at the Bibliothèque nationale de France shows a similar pattern of selectively reducing the number of compass lines emerging from certain nodes, despite having a different layout and area of coverage. Several other fourteenth-century charts include nodes with variable numbers of rhumbs. The decision whether to include all the compass lines at a given node must have been governed by a mixture of aesthetic judgement and a desire for legibility, although, as in this instance, the cartographer’s logic is not always obvious.


Versão Portuguesa


Encontra-se na Library of Congress, em Washington, um fragmento manuscrito que é a mais antiga carta náutica conservada na América do Norte. A datação deste artefacto foi abordada a partir de, pelo menos, dois ângulos distintos. Em 1977, J. E. Kelly realizou um estudo comparativo detalhado da iconografia costeira da carta, tendo concluído que esta terá sido produzida na primeira metade do século XIV, possivelmente antes de 1330. Os resultados de uma datação por radiocarbono encomendada pelo Library of Congress, e realizada por Greg Hodgins, Fenella France, and John Hessler in 2012, são compatíveis com as conclusões de Kelley. Embora o autor deste fragmento permaneça desconhecido, é provável que esta outra carta, conservada na Bibliothèque nationale de France, tenha também saído das suas mãos. Se assim for, este será mais um, de entre os pelo menos três autores anónimos genoveses do século XIV, cujos trabalhos chegaram aos nossos dias.


Uma simples fronteira de duas linhas paralelas orienta esta carta nos seus limites Sul e Oeste: no interior da costa mediterrânea do Norte da África, e a oeste de Maiorca, respectivamente. A norte e leste, contudo, essas linhas não são visíveis porque a carta foi mutilada. A circunferência implícita que contém os nodos do sistema de linhas de rumo está centrada no Mar Egeu, tal como na carta do Mediterrâneo oriental de Petrus Vesconte, de 1311. Também em ambas as cartas, aquela circunferência foi dimensionada e colocada de modo que parte do Mar Negro, a leste da Crimeia, ficasse de fora. O primeiro cartógrafo a colocar todo o Mar Negro no interior desse círculo foi, provavelmente, Giovanni da Carignano, numa carta desenhada cerca de 1327, que contém circunferências de maior dimensão. Autores mais tardios, tal como Francesco Beccari na sua carta de 1403, adoptaram uma solução diferente, colocando linhas de rumo adicionais nos extremos oriental e ocidental, as quais não fazem parte do sistema principal, com o fim de fornecer a necessária informação direccional às regiões periféricas.


Embora a carta contenha 32 linhas de rumo, alguns dos nodos colocados sobre a circunferência têm um número inferior. Por exemplo, somente 13 ou 14 linhas irradiam dos nodos colocados na parte sul da carta – uma solução apropriada, dado que incluir todos os 32 teria interrompido de forma deselegante o desenho da escala de distâncias. Da mesma forma, o nodo colocado no Golfo de Ham Mamet contém menos direcções do que as expectáveis, provavelmente para melhorar a visibilidade das costas vizinhas e dos perigos para a navegação. A aceitar esta explicação, poderíamos concluir que as linhas de rumo foram desenhadas depois das linhas de costa e escala de distâncias, com os necessários ajustamentos devido ao conteúdo já representado. É significativo que a carta da Bibliothèque nationale de France porventura desenhada pelo mesmo autor apresente uma solução semelhante, a de reduzir selectivamente o número de linhas de rumo que irradiam de alguns nodos. Muitas outras cartas do século XIV contêm nodos com um número variável de linhas de rumo. A decisão de incluir, ou não, todas as linha deve ter sido ditada pela combinação de um critério estético e de legibilidade, muito embora a lógica do cartógrafo nesta matéria nem sempre pareça óbvia.


Further reading | Leitura complementar

  • Kelley, J. E. (1977). The oldest portolan chart in the new world. Terrae Incognitae, 9(1), 23-48.

  • Hodgins, G., France, F., and Hessler, J (2012). Radiocarbon Dating Five Portolan Charts from the Library of Congress Collection. Library of Congress Portolan Chart Dating Project: Results Report.

  • Campbell, Tony (2011). Anonymous works and the question of their attribution to individual chartmakers or their supposed workshops. http://www.maphistory.info/PortolanAttributions.html

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