• Sima Krtalic

Chart of the Week | Anonymous Atlas, [1450-1500], [Italy]



Author | Autor Anonymous

Date | Data [1450-1500]

Country | País [Italy]

Archive | Arquivo Bibliothèque nationale de France

Call number | Número de Catálogo Italien 1698

Dimensions | Dimensões 325 mm x 210 mm

Medea-Chart DB Entry | Entrada BD Medea-Chart


This anonymous atlas, perhaps of Venetian origin, includes seven nautical charts depicting the Mediterranean, Black Sea, and northeast Atlantic, along with a calendar for the years 1470 to 1553. Its geographical content reflects the results of ongoing Portuguese explorations of the African coasts, and, although not of his hand, shows links to the work of prolific chart maker Grazioso Benincasa. As Tony Campbell has noted, the configuration of the West African shore and Cabo Verde islands in this atlas were first seen in Benincasa’s charts produced from 1469 onwards. If the atlas were made in the same year as its calendar begins, and the design of West Africa derived from a Benincasa chart of 1469, the author must have set to work quickly and had great confidence in Benincasa’s authority.


The construction of the atlas is worth remark. As early as Petrus Vesconte’s two atlases of 1318 (at the Museo Correr and Österreichische Nationalbibliothek), atlas makers realized that mounting their charts on rigid panels both protected the parchment from tearing and made the finished product seem more substantial. The author of this atlas has done the same, adhering his charts to pieces of pasteboard (the same backing material favored by Benincasa). Then, rather than leave the pasteboard exposed and visible when the atlas is closed, the author wrapped the edges of the pages in rectangular strips of parchment. These added strips are unobtrusive since they mostly coincide with the charts’ ink borders. There could be a couple justifications for this construction choice. The first is that covering the exposed pasteboard could provide it some protection against delamination. Likewise, these added strips of parchment could help prevent the chart from peeling off its backing over time. Alternatively, the decision could be aesthetically motivated. Benincasa appears to have sometimes wrapped his page edges in the same way (see, for instance, the northern edge of the chart of Iberia and northwest Africa in an atlas of 1467).


The author of this atlas used many colors to fill in small islands, to which he added delicate overpainting in white. Sometimes the overpainting is used to suggest the facets of a gemstone (see, for example, the chart of west Africa from Cape Verde to Cape Blanc), creating a witty visual metaphor in which islands are jewels of the sea. Perhaps surprisingly, it appears that the coloring of the islands came before the writing of toponyms. For example, one of the Adriatic islands is tinted green, with a small unpainted rectangle reserved for a toponym that the author apparently forgot to inscribe.


Versão portuguesa


Este atlas anónimo, talvez veneziano, está conservado na Bibliothèque nationale de France. É composto por sete cartas náuticas que representam o Mediterrâneo, Mar Negro e Atlântico Nordeste, acompanhadas por um calendário para os anos de 1470 a 1553. O seu conteúdo geográfico reflecte os resultados das explorações portuguesas em curso ao longo da costa africana e, embora não seja da sua mão, tem ligações com o trabalho do prolífico cartógrafo Grazioso Benincasa. Como Tony Campbell notou, a configuração da costa ocidental africana e das ilhas de Cabo Verde neste atlas apareceram primeiro nas cartas de Benincasa, a partir de 1469. Se o atlas foi de facto produzido no mesmo ano em que o calendário se inicia, e se a configuração da costa de África se baseou na carta de Benincasa de 1469, então o autor teve de trabalhar depressa e demonstrou grande confiança na autoridade de Benincasa.


A construção do atlas merece ser comentada. Logo a partir dos dois atlas de Petrus Vesconte de 1318 (conservados no Museo Correr e na Österreichische Nationalbibliothek), os construtores de atlas deram-se conta de que montar as cartas em painéis rígidos protegia o pergaminho de rasgões e fazia o produto final parecer mais substancial. O autor deste atlas seguiu o mesmo caminho, colando as cartas sobre folhas de cartão, o mesmo material escolhido por Benincasa para semelhante propósito. Em seguida, em vez de deixar o cartão exposto quando o atlas era fechado, o autor envolveu as margens das páginas com tiras rectangulares de pergaminho. Na maioria dos casos, estas tiras são discretas, uma vez que coincidem com as cercaduras das cartas. Poderá haver várias justificações para esta solução. A primeira é a de que cobrindo o cartão exposto poderá constituir alguma protecção para sua deterioração. Estas tiras de pergaminho poderão também ajudar a evitar que as cartas descolem dos painéis em que estão montadas. Alternativamente, a solução pode ser unicamente motivada por razões estéticas. Benincasa parece ter adoptado a mesma solução em, pelo menos, um dos seus atlas de 1467 (ver, por exemplo, a margem norte da carta da Ibéria e noroeste de África).


O autor deste atlas utilizou várias cores para pintar as pequenas ilhas, às quais adicionou uma delicada camada de tinta branca. Por vezes, esta camada adicional é usada para simular as faces de uma pedra preciosa (ver, por exemplo, a carta da costa ocidental de África até ao Cabo Branco), criando uma metáfora visual, na qual as ilhas são joias do mar. Talvez surpreendentemente, a pintura das ilhas foi realizada antes da escrita dos nomes geográficos. Tal acontece, por exemplo, com uma das ilhas do Mar Adriático que está pintada de verde e ostenta um pequeno rectângulo vazio, aparentemente reservado para um topónimo que o autor acabou por não incluir.


Further reading | Leitura complementar


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Caverio Planisphere
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Pietro Vesconte
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Ocean Atlantique
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Caverio Planisphere
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