• Corradino Astengo

Chart of the Week | Chart of Battista Agnese, 1514, Italy


Author | Autor Battista Agnese

Date | Data 1514

Country |País Italy

Archive | Arquivo Herzog August Bibliothek

Call number | Número Catálogo Cod. Guelf. 100 Aug. 2°

Dimensions | Dimensões 860 x 550 mm

Medea-Chart Database Entry | Entrada na Base de Dados Medea-Chart


It is strange that of the life of Battista Agnese, the chart maker whose output dominated the whole sixteenth century, we know so little. His biography is largely restricted to what can be deduced from the inscriptions of his works: that he was Genoese and spent all his active life in Venice. Only about 30% of his production is signed, but nearly all the charts and atlases of the remaining 70% can be confidently attributed. If we include also the few items that are considered doubtful, we arrive at a total of about one hundred surviving works. Considering this output, it is clear that Agnese must have run a large workshop with the support of craftsmen with various specialties, such as scribes, rubricators, painters or illuminators, and maybe book-binders. The workshop must have enjoyed an international reputation, given the fact that its works were demanded by rich and powerful buyers from all over Europe.


In 1892, Henry Harrisse identified 36 works by Agnese made between 1536 and 1564. In 1928, Giuseppe Caraci rectified the beginning year of the activity, drawing attention to a chart preserved in the August Herzog Bibliothek of Wolfenbüttel and bearing the inscription: BAPTISTA IANUENSIS F. VENETJIS MCCCCCXIIII P. JULII, which he attributed to Agnese. He justified the long gap between the date of the Wolfenbüttel chart (1514), and the date of the first signed atlas (1536), by stating that a certain number of Agnese’s early works, being undated and unsigned, could be easily ascribed to the “gap” period. He likewise noted that in its early days of activity, the output of the workshop should have been rather meager.


In contrast, H. Wagner’s study of Agnese’s manuscript atlases did not mention the Wolfenbüttel chart, and gave the workshop 1536 for its starting year (the date of the first signed atlas, preserved in the British Library). In a paper of 1946, G. R. Crone also rejected the attribution proposed by Caraci, as it would have extended the active life of Agnese to fifty years.


In 1949, however, Caraci’s attribution was revived by R. Almagià, who pointed out that the long period of fifty years could be explained if we consider that such a large workshop could have continued to work for many years after the death of its owner. There is also another point in favour of Caraci’s attribution: the gap between the 1514 and the first signed atlas is probably not so wide as it at first appears. The inscription of the atlas in the British Library (number IV in Wagner’s list) is: BAPTISTA. AGNESIUS. IANUENSIS. FECIT VENETIJS 1536 DIE.13.OCTOBR. It is in all-capital letters, like that of the Wolfenbüttel chart, while in the rest of Agnese’s output the inscriptions are in lower case. Careful inspection shows that the numeral 3 of the year is taller than the other numerals, and is totally different in shape from the numeral 3 of the day. In reality, it was probably first written as a 2, and later amended by adding a little diagonal segment to its bottom, making the atlas appear to be ten years younger and, thus, more attractive for a buyer. If we add to this Wagner’s observation that another atlas of the British Library (number I in his list) could have been completed somewhat earlier than this one, the gap in Agnese’s productivity is reduced to about 10 years, and is easily compatible with Caraci’s arguments.


Português


É estranho conhecer-se tão pouco da vida de Battista Agnese, cuja produção foi dominante durante o século XVI. A sua biografia conhecida resume-se essencialmente ao que pode ser deduzido das inscrições dos seus trabalhos, isto é, que foi genovês e passou toda a sua vida profissional em Veneza. Somente cerca de 30% da sua produção está assinada, mas praticamente todas as cartas e atlas dos restantes 70% lhe podem se atribuídos com confiança. Se a estes ainda juntarmos os poucos itens de atribuição duvidosa, chegamos a um total de perto de uma centena de trabalhos que chegaram aos nossos dias. Em face desta produção, é claro que Agnese deve ter dirigido uma grande oficina cartográfica, com o apoio de artesãos de várias especialidades, tal como copistas, rubricadores, pintores ou iluministas, e talvez encadernadores. A sua oficina deve ter adquirido reputação internacional, considerando os seus trabalhos terem sido encomendados por clientes ricos e poderosos por toda a Europa.


Em 1892, Henry Harrisse identificou 36 trabalhos de Agnese, executados entre 1536 e 1564 mas em 1928, Giuseppe Caraci rectificou a data inicial, chamando a atenção para uma carta guardada na August Herzog Bibliothek de Wolfenbüttel, com a inscrição BAPTISTA IANUENSIS F. VENETJIS MCCCCCXIIII P. JULII, a qual atribuiu a Agnese. Caraci justificou o longo período entre a data da carta de Wolfenbüttel (1514) e a data do mais antigo atlas assinado (1536), argumentando que algumas das obras mais antigas de Agnese, não-datadas e não assinadas, poderiam perfeitamente ter sido completadas durante aquele período. Observou também que, nos primeiros anos de actividade, a produção da oficina de Agnese deverá ter sido bastante escassa.


Contrastando com a opinião de Caraci, o estudo dos atlas de Agnese por H. Wagner não mencionou a carta de Wolfenbüttel, e considerou que a oficina foi inaugurada em 1536 (a data do primeiro atlas de Agnese assinado, guardado na British Library). Num artigo de 1946, G. R. Crone também rejeitou as atribuições propostas por Caraci, uma vez que estenderiam a vida activa de Agnese por 50 anos.


Em 1949, contudo, a atribuição de Caraci foi recuperada por R. Almagià, notando que o longo período de 50 anos poderia ser explicado se considerarmos que uma tão grande oficina poderia ter continuado a laborar por longos anos após a morte do proprietário. Há ainda um argumento adicional a favor da atribuição de Caraci: a lacuna entre 1514 e a data do primeiro atlas assinado não é provavelmente tão longa como pode parecer à primeira vista. Na inscrição do atlas guardado na British Library (número IV, na lista de Wagner) lê-se BAPTISTA. AGNESIUS. IANUENSIS. FECIT VENETIJS 1536 DIE.13.OCTOBR em letras maiúsculas, tal como na carta de Wolfenbüttel, contrariamente à restante produção de Agnese com as inscrições em letra minúscula. Um exame atento da inscrição mostra que o número 3, do ano 1536, é mais alto do que os restantes números e tem um formato totalmente diferente do número 3 do dia 13. Na realidade, foi provavelmente escrito como um 2, e mais tarde emendado acrescentando uma pequena linha diagonal à sua parte inferior, fazendo com que o atlas pareça ser dez anos mais recente, de modo a torná-lo mais atrativo para o comprador. Se a isto associarmos a observação de Wagner de que um outro atlas da British Library (número I da sua lista) poderá ter sido completado algum tempo antes deste, a lacuna na produção de Agnese reduz-se em cerca de dez anos tornando-se assim facilmente compatível com os argumentos de Caraci.


Further reading | Leitura complementar

  • H. HARRISSE, The Discovery of North America, H. Stevens and Son, London 1892.

  • G. CARACI, “Di due carte di Battista Agnese”, Rivista Geografica Italiana, 35, 1928, pp. 227-34.

  • H. WAGNER, “The Manuscript Atlases by Battista Agnese”, The Papers of Bibliographical Society of America, 29, 1931, pp.1-110.

  • G.R. CRONE, “A Manuscript Atlas by Battista Agnese in the Society’s Collection”, Geographical Journal, 108, 1946, pp. 72-80.

  • R. ALMAGIA’, Una carta del 1514 attribuita a Battista Agnese”, Rivista Geografica Italiana, 56. 1949, pp. 167-68.

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