• Gregory McIntosh

Chart of the Week | Chart of Bombay, William Hack, circa 1690


Author | Autor William Hack (or Hacke)

Date | Data c. 1690

Country | País London, England

Archive | Arquivo Library of Congress

Call number | Número Catálogo G2201.P5 H3 1690

Dimensions | Dimensões 380 x 470 mm

Medea DB Entry | Medea BD


During 1680-82, a raiding voyage on the Pacific coast of the Americas by English buccaneers (the name is derived from the Arawak name for the wooden frame upon which meat is smoked), led by William Sharpe, captured a Spanish derrotero (rutter) containing detailed charts and sailing directions from California to Tierra del Fuego. The captured charts were brought to London where the Spanish ambassador demanded the pirates be punished. But, because of the immense value of these charts to the English, Sharpe received a full pardon from Charles II. The charts formed the basis of the Buccaneer’s Atlas made by William Hacke (c. 1655–1708), one of the most prolific members of the Thames School, a collective of chart-makers within the Drapers’ Company in London, which produced both atlases and individual nautical charts for overseas commercial activities as well as pirating. Hundreds of Hacke’s beautiful manuscript charts and more than a dozen of his sumptuous atlases survive. More recently, the name Buccaneer's Atlas has been extended to other atlases made by Hacke which did not include the charts captured by Sharpe.


The Union Jack that flies on this chart of the waters around Mumbai (formerly Bombay) both marks the port as an English possession (at the time time the chart was made), and presages its future importance as a seat of the British Empire in India. Originally a group of seven small islands surrounded by swampy shallows, with a natural deep-water harbour named Bom Bahia (‘Good Bay’) by the Portuguese, Bombay was ceded by Portugal to England in 1661. Its transfer into British hands came about due to a royal marriage: the port city was included in the dowry of Catherine of Braganza when she wed Charles II of England. Seven years later, the Crown leased the port to the East India Company, which built a dock, a customs house, and fortifications. Despite attacks by local rulers and the Dutch, the port grew rapidly, and in 1687 the East India Company made Bombay its headquarters. This manuscript chart on parchment is of a stretch of the Indian coast 370 kilometers (230 miles) long. A pragmatic object likely meant for nautical use, it includes compass roses, rhumb lines, and a latitude scale to guide mariners toward the port. There are indications of water depths and elevation views (coastal profiles) of inland hills, also useful for navigation.


Versão Portuguesa

Durante 1680-82, numa viagem de invasão por bucaneiros ingleses (isto é, corsários; nome derivado de Arawak, a estrutura de madeira sobre a qual a carne é defumada) na costa americana do Pacífico, liderada por William Sharpe, foi capturado um roteiro espanhol contendo cartas náuticas detalhadas e instruções de navegação para a costa entre a Califórnia e a Tierra del Fuego. Essas cartas foram levadas para Londres, por exigência do embaixador espanhol para que os piratas fossem punidos. No entanto, considerando o seu grande valor para os ingleses, Sharpe foi perdoado pelo Rei Carlos II. Estas cartas formaram a base do Buccaneer’ Atlas de William Hacke (c. 1655-1708), um dos membros mais prolíficos da Thames School, um coletivo de cartógrafos parte da Drapers 'Company em Londres, o qual produziu os atlas e cartas náuticas para atividades comerciais no exterior, bem como para a pirataria. Várias centenas de manuscritos de Hacke, bem como cerca de uma dúzia de seus sumptuosos atlas, sobrevivem até aos nossos dias. Recentemente, o nome Buccaneer’ Atlas foi estendido a outros atlas feitos por Hacke que não incluem as cartas capturadas por Sharpe.


A Union Jack que, nesta carta, drapeja ao vento nas águas em redor de Mumbai não só assinala o porto como possessão inglesa, mas também pressagia a sua futura importância como sede do Império Britânico na Índia. Originalmente um grupo de sete pequenas ilhas cercadas por baixios pantanosos, com um porto natural de águas profundas chamado Bom Bahia ('Good Bay') pelos portugueses, Bombaim foi cedida por Portugal à Inglaterra em 1661. Esta transferência para mãos britânicas foi resultado de um casamento real: a cidade portuária foi incluída no dote de Catarina de Bragança, quando se casou com Carlos II da Inglaterra. Sete anos depois, a Coroa Inglesa arrendou o porto à Companhia das Índias Orientais que, por sua vez, construiu um cais, uma alfândega e fortificações. Apesar dos ataques de líderes locais e dos holandeses, o porto cresceu rapidamente e, em 1687, a Companhia das Índias Orientais fez de Bombaim a sua sede.


Esta carta náutica manuscrita em pergaminho representa um trecho da costa indiana com 370 km (230 milhas) de comprimento. Trata-se de um artefacto certamente destinado ao uso náutico e que, como tal, inclui rosas dos ventos, linhas de rumo e uma escala de latitudes para guiar os navegantes em direção ao porto. A carta contém também indicações de profundidades e perfis costeiros de regiões interiores, úteis para navegação.


Further reading | Leitura complementar


  • Adams, Thomas R., “William Hack's Manuscript Atlases of the Great South Sea of America”, in John Carter Brown Library Annual Report for 1965-1966 (Providence, Rhode Island, [1966]).

  • Campbell, Tony, “The Drapers' Company and Its School of Seventeenth-century Chartmakers”, in My Head Is a Map: Essays and Memoirs in Honour of R. V. Tooley, ed. Helen Wallis and Sarah Tyacke (London, Francis Edwards and Carta Press, 1973).

  • Lynam, Edward, William Hack and the South Sea Buccaneers (London, Orion Booksellers, Ltd, [1946]); reprinted in The Mapmaker’s Art: Essays on the History of Maps (London, Batchworth Press, 1953), p. 101-116.


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