• Gregory McIntosh

Chart of the Week | Egerton MS 2803 Atlas, after 1520, Italy


Author | Autor Anonymous Venetian

Date | Data After 1520

Country | País Italy (Venice)

Archive | Arquivo British Library

Call number | Catálogo Egerton MS 2803

Dimensions | Dimensões 210 x 280 mm


Egerton MS 2803 is an Italian manuscript portolan atlas on parchment in a 16th-century red leather binding containing 20 charts and 2 calendars. In addition to the usual depictions of the Mediterranean Sea, there are special charts of the Caspian Sea, the Baltic Sea, the Asian coasts, and the New World. The atlas has over 4,000 place-names and it was later supplemented with seventeen place-names in Greek, eleven in Hebrew, and two in Ethiopian. The world map at the front of the atlas appears to be a composite of the geographical content provided by the charts, possibly the work of the same hand behind the aforementioned added place-names.


The atlas’s place-names and representations of coastlines indicate that much of the Old World indirectly derives from Portuguese nautical charts, though elements of the Geography of Ptolemy are still retained. Continuing a traditional identification of the New World with the earlier legendary islands of the Atlantic, South America is designated “Antiglia” (that is, “Antilia”, a famous, but apocryphal, island). Delving deeper, we can observe notable links between this atlas and the Juan de la Cosa planisphere of 1500 (MCC-18). First, their general layout of the New World is analogous, and both show it on a larger scale than the Old World. The commonalities likewise extend to place-names. On the Egerton atlas, for instance, North America is labeled “Septem ciuitatas” (that is, the legendary “Seven Cities”), and emblazoned with seven mitres for the bishops who, according to legend, founded the cities. Similarly, the La Cosa planisphere dubs the landmass “Terra Septem Civitates” and marks it with seven lakes and vignettes of the cities founded by the bishops.


Based upon its included calendars, the atlas would appear to have been produced in 1508, or a few years later. But dating atlases by means of their calendars is not always a reliable method. At least one of the place-names in Central America comes from after 1513 and, more significantly, Newfoundland and Labrador follow the configurations designed by the Portuguese cartographers Pedro and Jorge Reinel around 1519.


It has been suggested, though implausibly, that Vesconte Maggiolo is the maker of the atlas. The hand of the Egerton atlas, however, is different from Maggiolo’s. Moreover, the dialect employed in the Egerton place-names appears to be Venetian, not Genoese or Neapolitan. Alternatively, it has been theorized that the Egerton manuscript is a copy of a Maggiolo atlas. The matter of authorship is still subject to debate.


Its first owner, on the other hand, may more readily be deduced. Given that this early sixteenth-century volume contains two inscriptions in Ethiopian, along with those in Latin, Greek, and Hebrew, we may reasonably nominate Alessandro Zorzi (fl. 1470-1538), collector and copyist of maps and travel accounts (including those of Ethiopia) as the atlas’s earliest proprietor.


Versão Portuguesa


O Egerton MS 2803 é um atlas portulano manuscrito italiano, em pergaminho, numa encadernação de couro vermelho que contém vinte cartas e dois calendários. Para além das usuais representações do Mediterrâneo, o atlas inclui cartas especiais do Mar Cáspio, Mar Báltico, costas da Ásia e Novo Mundo. O atlas contém cerca de 4000 nomes geográficos, aos quais foram posteriormente acrescentados dezassete nomes em grego, onze em hebreu e dois em etíope. O mapa-mundo na folha de rosto do atlas aparenta ser uma composição do conteúdo das suas cartas. Pode ter sido o trabalho da mesma mão que acrescentou os nomes geográficos adicionais.


Os nomes geográficos do atlas e a representação das linhas de costa indicam que uma grande parte da representação do Novo Mundo tem origem em cartas náuticas portuguesas, embora elementos da Geografia de Ptolomeu tenham ainda sido retidos. Continuando a tradicional identificação do Novo Mundo com as antigas ilhas imaginárias no Atlântico, a América do Sul é designada por “Antiglia” (isto é, “Antília”, uma ilha famosa, mas apócrifa). Numa análise mais profunda, podemos identificar ligações notáveis entre este atlas e o planisfério de Juan de la Cosa de 1500 (MCC18). Em primeiro lugar, a configuração geral do Novo Mundo é análoga, e ambos o mostram numa escala superior à do Velho Mundo. Estas semelhanças também se estendem aos nomes geográficos. Por exemplo, no atlas Egerton a América do Norte é rotulada de “Septem ciuitatas” (isto é, a lendária ilha das Sete Cidades) e brasonada com as sete mitras dos bispos que, segundo a lenda, fundaram as cidades. De forma análoga, o planisfério de Juan de la Cosa designa a massa de terra por “Terra Septem Civitates” e marca-a com os sete lagos e vinhetas das cidades fundadas pelos bispos.


Com base nos calendários incluídos no atlas, este parece ter sido produzido em 1508, ou alguns anos depois. No entanto, datar atlas através do conteúdo dos seus calendários nem sempre é um método fiável. Pelo menos um dos nomes geográficos na América Central foi criado depois de 1513 e, o que é ainda mais significativo, a Terra Nova e o Lavrador apresentam as configurações traçadas pelos cartógrafos portugueses Pedro e Jorge Reinel cerca de 1519.


Foi sugerido, embora de forma implausível, que Vesconte Magigilo foi o autor deste atlas. A mão que o desenhou, contudo, é diferente da mão de Maggiolo. Para além disso, o dialecto adoptado na escrita dos nomes geográficos parece ser veneziano, e não genovês ou napolitano. Alternativamente, foi sugerido que o atlas Egerton é uma cópia de um atlas de Maggiolo. Mas a autoria deste atlas é ainda objecto de discussão.


A identidade do seu primeiro proprietário pode, por outro lado, ser mais facilmente deduzida. Uma vez que este atlas do século XVI contém duas inscrições em etíope, juntamente com inscrições em latim, grego e hebreu, podemos razoavelmente nomear Alessandro Zorzi (fl. 1470-1538), coleccionador e copista de mapas e relatos de viagens (incluindo os da Etiópia) como o seu possuidor mais antigo.



Further Reading | Leitura complementar

  • Bagnoli, Lorenzo, “Il manoscritto Egerton della British Library e il Nuovo Mondo,” Studi e Ricerche di Geografia 25 (2002), 81-110.

  • Davies, Arthur, “The Egerton MS. 2803 Map and the Padrón Real of Spain of 1510,” Imago Mundi 11 (1954), 47-52.

  • Denucé, J. “The Discovery of the North Coast of South America According to an Anonymous Map in the British Museum.” Geographical Journal 36 (no. 1, July 1910), 65-80, 128.

  • Stevenson, Edward L., ed., Atlas of Portolan Charts: Facsimile of Manuscript in British Museum (New York, The Hispanic Society of America, 1911).


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Caverio Planisphere
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Pietro Vesconte
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