• Gregory McIntosh

Chart of the Week | Freducci Chart of the North Atlantic, circa 1525, Italy


Author | Autor [Conte di Ottomano di Freducci]

Date | Data c. 1525

Country | País Ancona, Italy

Archive | Arquivo Archivio di Stato di Firenze

Call number | Número de Catálogo C.N. 15

Dimensions | Dimensões 760 x 1110 mm

Medea DB entry | Entrada na BD Medea


The Freducci chart is signed “Conte de hectomāno freducci de Anchora,” indicating its production by a member of the Freducci family of Ancona, who were the makers of two-dozen charts and atlases from the 1490s to 1556. Precisely when the chart was drafted is indeterminate because the date was purposefully obliterated (in the present case, by trimming off the portion of the neck where it was inscribed). Intentional deletions of this kind are not infrequent among manuscript charts from the 14th through 16th centuries. In 1894, a dating of circa 1514-15 was proposed (based upon the map’s rudimentary image of Florida, which does not disclose whether it is an island or peninsula). Such an ambivalent representation would make sense if the chart were produced in the immediate aftermath of Florida’s discovery by Juan Ponce de Leon in 1513. The supposed date of 1514-15 has often been repeated since, ensuring the chart’s fame as “the earliest cartographic depiction of Florida”.


There are reasons, however, to doubt this assigned date. First of all, the ambiguous “insular peninsula of Florida” cartographic type, exemplified by the Freducci chart, is seen on only a half-dozen extant maps and charts of the period. All these works were made after 1520. Furthermore, some of the place-names on Florida were bestowed after Ponce’s voyage. Moreover, the Freducci chart’s geographical design for Newfoundland, and some of its place-names, do not appear on any other charts until after 1520. The configuration of the coast of Central America is likewise more in line with charts of the 1520s.


The locations of Europe and Africa are reasonably close to their actual positions, according to the latitude scale running through the Azores and reading from 60° N to 15° S. The size of the cartographic presentation of the New World, on the other hand, is greatly exaggerated, causing almost all of the locations on the western side of the Atlantic to be misplaced northward. For instance, according to the latitude scale, Bermuda and Cape Sable (Florida) are positioned at approximately the same latitude of 40° N. In reality, they are at about 32° N and 25° N, respectively.


The Freducci chart subsequently became the model for maps of the New World in the atlases by Angelo Freducci (possibly the mapmaker’s son). Thus, the curious insular peninsula of Florida continued to be depicted on charts into the 1550s. Though the Freducci line of chartmakers has been (and continues to be) of scholarly interest, many uncertainties remain concerning their genealogy, identities, and proper names. Such questions even apply to the author of this chart, whose correct first name, possible ranks and titles, and position in the Freducci family tree remain a mystery.


Versão Portuguesa


A carta náutica de Freducci, assinada “Conte de hectomāno freducci de Anchora”, terá sido produzida por um membro da família Freducci de Ancona, o criador de duas dúzias de cartas e atlas, entre 1490 e 1556. A data exacta da carta é indeterminada pois terá sido propositadamente obliterada (mutilando a parte do pescoço do pergaminho onde foi inscrita). Eliminações intencionais deste tipo não são raras entre as cartas manuscritas dos séculos XIV a XVI. Em 1894, uma datação de c.1514-15 foi proposta (com base na representação rudimentar do mapa da Flórida, a qual não esclarece se é uma ilha ou península). Esta representação ambígua faria sentido se a carta tivesse sido produzida logo após a descoberta da Flórida, por Juan Ponce de Leon, em 1513. A suposta data de 1514-15 tem sido repetida com frequência, garantindo a fama desta carta como “a representação cartográfica mais antiga da Flórida”.


No entanto, há razões para duvidar desta atribuição. Em primeiro lugar, o tipo cartográfico ambíguo da “península insular da Flórida”, exemplificado pela carta de Freducci, aparece em apenas meia dúzia de mapas e cartas existentes deste período. Todas essas obras foram feitas depois de 1520. Além disso, alguns dos topónimos da Flórida foram atribuídos após a viagem de Ponce de Leon. Além disso o design da representação da carta de Freducci para a Terra Nova, e alguns de seus topónimos, não figuram em nenhuma outra carta até 1520. Assim, a configuração da costa da América Central está mais de acordo com as cartas da década de 1520


A localização da Europa e África está razoavelmente próxima das suas posições reais, de acordo com a escala de latitudes que atravessa os Açores, e que se estende de 60° N a 15° S. A representação cartográfica do Novo Mundo, por outro lado, tem um tamanho muito exagerado, fazendo com que quase todas as localizações no lado ocidental do Atlântico fossem deslocadas para o norte. Por exemplo, de acordo com a escala de latitudes, Bermuda e Cabo Sable (Flórida) posicionam-se aproximadamente à mesma latitude de 40 ° N quando, na realidade, se encontram a cerca de 32° N e 25° N, respectivamente


Posteriormente, a carta de Freducci constitui um modelo para os mapas do Novo Mundo nos atlas de Angelo Freducci, possivelmente filho do cartógrafo. Assim, a curiosa península insular da Flórida continuou a ser retratada em cartas na década de 1550. Embora a linhagem de criadores de cartas náuticas de Freducci tenha sido, e continue a ser, de interesse académico, permanecem muitas incertezas acerca da genealogia, identidades e nomes próprios. Tais questões também se aplicam à autoria desta carta, cujo correto primeiro nome, possíveis classificações, títulos e posições na árvore genealógica dos Freducci permanecem ainda hoje um mistério.


Further reading | Leitura complementar

● Caraci, Giuseppe. 'The Italian Cartographers of the Benincasa and Freducci Families and the So-Called Borgiana Map of the Vatican Library', Imago Mundi 10 (1953): 23-49.

● Casanova, Eugenio, La carta nautica di Conte di Ottomanno Freducci d'Ancona conservata nel R. Archivio di stato in Firenze (Florence: G. Carnesecchi e figli, 1894).

● Peck, Douglas T., ‘The First European Charting of Florida and the Adjacent Shores’, The Florida Geographer (2003): 82-113.

● Van Duzer, Chet, 'Nautical Charts, Texts, and Transmission: The Case of Conte di Ottomano Freducci and Fra Mauro', Electronic British Library Journal (2017), Article 6, pp. 1-65.



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