• Sima Krtalic

Chart of the Week | The Lucca Chart, anonymous Italian, around 1327



Author | Autor anonymous Date | Data <1327 Country | País Italy

Archive | Arquivo Archivio di Stati di Lucca Call number | Número de Catálogo Fonde Stampe n. 1193

Dimensions | Dimensões 600 x 300 mm

Entry in the Medea Database | Entrada na Base de Dados Medea


The Lucca chart is an unsigned, undated Italian cartographic work found in the year 2000 in the bindings of a book of notarial records at the Archivio di Stato di Lucca. A detailed investigation by Philipp Billion dates the work to around the turn of the 14th century, but this interpretation has not gone without serious scholarly challenge and advocacy for a later production date.


Although the chart’s depiction of several regions (including the British Isles) is rudimentary, the Lucca chart nonetheless exhibits hallmarks of a well-developed system of graphical signs for sailing hazards; improvements to the representation of the Atlantic coasts relative to the earlier Carte Pisane; a network of compass lines; and a scale bar (albeit trimmed). If we accept Billion’s date, it forms a key moment in the transition towards a more polished, formalized representation of coastlines. The depiction of the Kerkennah Islands, for example, has already settled here into the form that would be repeated for centuries to come (a mandorla flanked by two circles). In comparison to antecedents like the Carte Pisane, the coastlines of the Lucca chart are less loose and fluid, and anticipate the disciplined, elegant combinations of conventional shapes exemplified by Pietro Vesconte and Grazioso Benincasa.


The Lucca chart includes non-geographical information, such as colored heraldic banners and vignettes of candy-striped walls and turrets marking certain cities. These city signs, although largely generic, nonetheless occasionally have details demonstrating the mapmaker’s knowledge of celebrated architectural landmarks, even from far across the Mediterranean. Because the chart was trimmed, it has lost much of its marginal illustration. Judging by the fragments remaining, the lost decorative figures were likely personifications of winds. The deplorable loss of the edges of this chart is not uncommon in the history of cartography; the costliness of the parchment has encouraged “recycling” over the centuries.


The survival and discovery of the Lucca chart, itself repurposed and forgotten until recently, may give map lovers hope that additional findings await us in the archives, shedding still more light on the contentious and ever-surprising early days of nautical cartography.



Versão Portuguesa

A carta de Lucca é um trabalho anónimo e não-datado de um autor italiano, encontrada no ano 2000 a servir de encadernação a um livro de registos notariais do Archivio di Stato de Lucca. Uma investigação detalhada levada a cabo por Philipp Billion considera a carta como tendo sido produzida no início do século XIV, mas esta interpretação foi objecto de sérias críticas, que advogam uma data posterior.


Embora a representação de várias regiões (incluindo as Ilhas Britânicas) seja rudimentar, a carta de Lucca exibe, contudo, evidência de um sistema bem desenvolvido de símbolos gráficos de perigos para a navegação; melhorias na representação das costas Atlânticas, relativamente à Carta Pisana; um sistema de linhas de rumo; e uma escala gráfica de distâncias (mutilada). A aceitar a data proposta por Billion, esta carta representa um momento-chave na transição para uma representação mais cuidada e formalizada das linhas de costa. A representação das ilhas de Kerkennah, por exemplo, parece já ter estabilizado na forma que seria posteriormente repetida nos séculos vindouros (uma mandorla ladeada por dois círculos). Em comparação com as cartas que a precederam, tal como a carta Pisana, as linhas de costa da carta de Lucca são menos soltas e fluidas, antecipando as elegantes e disciplinadas combinações de formas convencionais adoptadas por Pietro Vesconte e Grazioso Benincasa.


A carta de Lucca inclui informação não-geográfica, tal como as faixas heráldicas coloridas e as vinhetas e torres listradas, assinalando certas cidades. Estes símbolos, embora em grande parte genéricos, exibem, contudo, pormenores que demonstram o conhecimento do cartógrafo sobre marcos arquitectónicos famosos, mesmo de lugares distantes do Mediterrâneo. Uma vez que a carta se encontra mutilada, perdeu-se grande parte das ilustrações das margens. A julgar pelos fragmentos restantes, as figuras decorativas que se perderam seriam provavelmente personificações dos ventos. A deplorável perda das margens não é incomum na história da cartografia, quando o custo elevado dos pergaminhos encorajava a sua reciclagem


A sobrevivência e descoberta da carta de Lucca, também ela reaproveitada e esquecida até recentemente, suscita nos amantes da cartografia a esperança de que outras descobertas nos esperem nos arquivos, lançando ainda mais luz sobre os intrigantes e surpreendentes primeiros tempos da cartografia náutica.


Further reading | Leitura complementar

  • Billion, P. (2011). A newly discovered chart fragment from the Lucca archives, Italy. Imago mundi, 63/1, 1-21.

  • Pujades i Bataller, R. J. (2013). The Pisana Chart. Really a Primitive Portolan Chart Made in the 13th Century? Comité Français de Cartographie, no. 216, 17-32.


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