• Gregory McIntosh

Chart of the Week | Pesaro (or Oliveriana) Planisphere, anonymous, c. 1504-1525, Italy


Author | Autor Anonymous

Date | Data c. 1504-1525?

Country | País Italy

Archive | Arquivo Pesaro, Italy, Biblioteca Oliveriana

Call number | Número de Catálogo Perg. 1940

Dimensions | Dimensões 1220 x 2060 mm

Medea DB Entry | Entrada Medea DB


The manuscript planisphere known as the Pesaro or Oliveriana planisphere is anonymous and without date. It is usually dated sometime between 1504 and 1512 but could be later. Sometimes suggested to be made by Spanish cartographers or by Amerigo Vespucci working for the Spanish, it was surely made in Italy, as the nomenclature and style of cartography indicates. The design of the Old World on the Pesaro planisphere, typical of world maps made in Italy in the first couple of decades of the 16th Century, can be traced back to the Portuguese Padrão Real pattern brought to Italy by the famous Cantino planisphere in 1502 (MCC1). Some of the typical diagnostic features of the Old World design are the exaggerated width of Africa, the elongated Red Sea, the rectangular Persian Gulf, and the distorted Arabian Peninsula.


The depiction of the New World has many unusual aspects. Insula de labardor is the name given to a small island near Greenland. The only other instance of this name on a similarly placed small island is Terra Laboratoris on Martin Waldseemüller’s Carta Marina of 1516 (MCC79). The western end of Cuba is an exaggerated hook, similar to that on the Juan de la Cosa planisphere of 1500 (MCC9). The Windward Islands of the Caribbean are omitted, often absent on charts of the early 16th century, indicating the ultimate source for the depiction of the Lesser Antilles was a Spanish chart.


The two most curious depictions, however, are Brazil and Newfoundland. The depiction of the coast of Brazil follows the customary pattern seen on charts between 1503 and about 1515. But the place-names are in the wrong locations. The nine most-southern place-names in Brazil are all shifted hundreds of kilometers from their appropriate corresponding coastal feature, and from where some of the same place-names continue to be used today. Monte Pasqual, for instance, is misplaced at Cabo Frio.


The peculiar orientation of Newfoundland has long been noted by historians, and also that the place-names along the southern coast correctly belong on the east coast. When the image of Newfoundland is reversed and rotated to its correct orientation, the coastal outline and place-names match the names and locations on other, contemporary maps. How this distortion came about is still a mystery. Because the Archipelago of the 11,000 Virgins (Miquelon, Langlade, Saint-Pierre, and Le Cap), is shown unnamed off the reoriented south coast of Newfoundland, the Pesaro planisphere may date from after the year 1518, following the voyage of João Alvares Fagundes. If so, then the unidentified land to the west could speculatively be Cape Breton Island, also explored by Fagundes and the site of his colony a few years later.


The Pesaro planisphere does not have a latitude scale, so it likely could not be used for 16th century navigation on the open sea. It is, instead, one of those sumptuous, hand-made wall maps of the world created as a luxury object for a rich merchant or a member of the nobility. We know manuscript planispheres were used as gifts or prestige items because we know who some of the recipients were. This includes the Caverio planisphere of c. 1504 (MCC19), made for a duke; the Kunstmann II chart of c. 1504 (MCC8), made for a cardinal; the Kunstmann IV planisphere of c. 1519 (MCC14), made for a king, and the Castiglione planisphere of 1525 (MCC20), for a papal diplomat. For whom the Pesaro planisphere was made, however, remains unknown.


Versão portuguesa


O planisfério manuscrito conhecido por Planisfério Pesaro ou Oliveriano tem autoria desconhecida e não tem data. Geralmente é datado entre 1504 e 1512, mas pode ser atribuído a um período mais tardio. Embora fosse sugerido ter sido elaborado por cartógrafos espanhóis, ou por Américo Vespúcio trabalhando para os espanhóis, certamente terá sido elaborado em Itália, como indicam a nomenclatura e o estilo da cartografia. O desenho do Velho Mundo no planisfério Pesaro, típico dos mappa-mundi realizados em Itália nas primeiras décadas do século 16, pode ser rastreado até ao Padrão Real trazido para a Itália pelo famoso planisfério Cantino em 1502 (MCC1). Algumas características típicas do Velho Mundo são a dimensão exagerada de África, o Mar Vermelho com forma alongada, o Golfo Pérsico retangular e a Península Arábica distorcida.


A representação do Novo Mundo tem muitos aspectos pouco comuns. Insula de labardor é o nome atribuído a uma pequena ilha perto da Gronelândia. Outro exemplo desse nome, atribuído a uma pequena ilha com localização semelhante é Terra Laboratoris na Carta Marina de Martin Waldseemüller de 1516 (MCC79). O extremo oeste de Cuba é um gancho exagerado, semelhante ao do planisfério Juan de la Cosa de 1500 (MCC18). As ilhas de Barlavento do Caribe são omitidas, muitas vezes ausentes nas cartas do início do século XVI, indicando que a fonte final para a representação das Pequenas Antilhas terá sido uma carta espanhola.


As duas representações mais peculiares, no entanto, são o Brasil e a Terra Nova. A representação da costa do Brasil segue o padrão usual das cartas entre 1503 e 1515, mas os nomes dos lugares estão nos locais errados. Os nove topónimos a sul do Brasil estão deslocados centenas de quilómetros das suas localizações correctas, bem como das regiões onde os nomes continuam a ser usados. Monte Pasqual, por exemplo, está mal colocado em Cabo Frio.


Tanto a orientação peculiar de Newfoundland como os topónimos ao longo da costa sul, que pertencem na verdade à costa leste, são questões notadas pelos historiadores. Quando a imagem de Newfoundland é invertida e colocada na sua orientação correta, o contorno da costa e os nomes dos lugares correspondem aos nomes e locais noutros mapas contemporâneos. A origem desta distorção permanece ainda um mistério. Como o Arquipélago das 11.000 Virgens (Miquelon, Langlade, Saint-Pierre e Le Cap) é mostrado sem nome ao largo da costa sul reorientada da Terra Nova, o planisfério de Pesaro pode ter uma data posterior a 1518, após a viagem de João Alvares Fagundes. Se for esse o caso, a terra não identificada a oeste poderia ser especulativamente a Ilha do Cabo Breton, também explorada por Fagundes, e o local da sua colónia alguns anos depois.


O planisfério de Pesaro não tem escala de latitudes. Por essa razão, certamente não poderia ser usado para a navegação do século XVI, em mar aberto. Em vez disso, é um daqueles mapas do mundo suntuosos feitos à mão, criados como um objeto de luxo para um comerciante rico ou um membro da nobreza. Sabemos que planisférios manuscritos foram utilizados ​​como presentes ou objectos de prestígio por serem conhecidos alguns dos seus destinatários. Nesses inclui-se o planisfério Caverio de c. 1504 (MCC19), feito para um duque; a carta Kunstmann II de c. 1504 (MCC8), feita para um cardeal; o planisfério Kunstmann IV de c. 1519 (MCC14), feito para um rei, e o planisfério de Castiglione de 1525 (MCC20), para um diplomata papal. No entanto, o destinatário para o planisfério de Pesaro permanece desconhecido.


Further reading | Leitura complementar

  • Dilke, Margaret S., and A. Brancati, “The New World in the Pesaro Map,” Imago Mundi 31 (1979), 78-83.

  • Ganong, William Francis, Crucial maps in the early cartography and place-nomenclature of the Atlantic coast of Canada (Toronto, University of Toronto Press in co-operation with the Royal Society of Canada, 1964), 42-43.

  • Harrisse, Henry, La découverte et évolution cartographique de Terre-Neuve et des Pays Circonvoisins, 1497—1501—1769 (Paris, H. Welter; London, Henry Stevens, Son & Stiles, 1900), 53-5, 359).

  • Leite, Duarte, “Os falsos precursores de Álvares Cabral,” História da colonização portuguesa do Brasil: edição monumental comemorativa do primeiro centenário da independência do Brasil, ed. by Carlos Malheiro Dias, 3 vols. (Porto, Litografia Nacional, 1921-1924), 1:126 n. 106, 178.

  • Morison, Samuel Eliot, The European Discovery of America: The Northern Voyages, A.D. 500-1600 (New York, Oxford University Press, 1971), 242-4.

  • Morison, Samuel Eliot, The European Discovery of America: The Southern Voyages, A.D. 1492-1616 (New York, Oxford University Press, 1974), 310.

  • Nansen, Fridtjof, In Northern Mists: Arctic Exploration in Early Times, trans. Arthur G. Chater, 2 vols. (London, William Heinemann, 1911), 2:374-5.

  • Pohl, Frederick J., “The Pesaro Map, 1505,” Imago Mundi 7 (1950), 82-83.

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