• Gregory McIntosh

Chart of the Week | Piri Reis map, 1513, Gallipoli (Gelibolu), Turkey


Author | Autor Piri Reis

Date | Data 1513

Country | País Turkey

Archive | Arquivo Topkapi Sarayi Müzesi Kütüphanesi

Call number | Nº Catálogo r.1633 muk

Dimensions | Dimensões 650 x 900 mm

Medea Database Entry | Entrada na Base de Dados Medea


The Piri Reis map is the surviving western third of a manuscript planisphere on gazelle skin parchment made by an Ottoman-Turkish admiral. It is one of the few manuscript world maps to have survived from the Age of the Great Discoveries, and one of the earliest to show America. It depicts the West Indies, South America, the Iberian Peninsula, West Africa, and the conjectural Southern Continent.


Before Piri became an admiral (reis) in the Ottoman navy, he was a corsair fighting the Christian Europeans on the Mediterranean Sea. In one of these battles, Piri captured a copy of a map of the West Indies drawn in about 1495-96 by Christopher Columbus, which he incorporated into his world map. On the west of the map, Cuba is portrayed as a mainland, as Columbus believed it to be. Fifteen place names written in the West Indies on the Columbus map were copied onto the Piri Reis map. Nine of these are names used by Columbus in his writings, three of them are Spanish, and the last three are Native Taino names, also recorded by Columbus in his writings. Piri tells us he also used about twenty other maps, including maps by Claudius Ptolemy, and Arab and Portuguese maps of India and China. He informs us that most of the geography depicted on the surviving portion is derived from contemporary Portuguese charts.


One can also notice several vignettes illustrate mythical creatures and legendary events. The Acephali (or Blemmyae), who have no heads, but instead have their faces in their chests, are shown on the Piri Reis map, along with the Cynocephali (or Cynophali), the dog-faced men. Among the other creatures shown are the yale, a spotted horse-like imaginary beast with tusks and movable horns, and the monoceros, a legendary animal with a single curved horn, an ox-like body larger than a unicorn, and feet like an elephant. The fabled encounter of St. Brendan with the whale mistaken for an island is at the top of the chart. The longest inscription on the Piri Reis map gives an account of the voyages of Columbus, the “Genoese infidel”. Some have thought the hypothetical Southern Continent, often shown on sixteenth-century maps, looks something like Antarctica. Piri Reis presented the planisphere to Sultan Selim I in 1517.


Versão Portuguesa

O mapa de Piri Reis é o que resta de um manuscrito feito em pergaminho de pele de gazela elaborado pelo almirante turco-otomano de nome Piri Reis. É um dos poucos mappamundi que sobreviveram à Idade das viagens de descoberta e um dos primeiros a mostrar a América. Retrata as Índias Ocidentais, a América do Sul, a Península Ibérica, a África Ocidental e o Continente Meridional.


Antes de Piri se tornar almirante (reis) na marinha otomana, era um corsário que lutava no mar Mediterrâneo contra os europeus cristãos. Numa dessas batalhas, Piri apoderou-se de uma cópia do mapa das Índias Ocidentais, desenhado por Cristóvão Colombo, por volta de 1495-96, que mais tarde incorporou no seu mappamundi. Na região oeste do mapa, Cuba é retratada como um continente, tal como Colombo a entendia. Quinze topónimos escritos das Índias Ocidentais no mapa de Colombo foram copiados para o mapa de Piri Reis. Nove destes topónimos são nomes utilizados ​​por Colombo, três desses nomes são espanhóis e os últimos três são nomes nativos taínos, também registados por Colombo nos seus desenhos. Piri relata que também usou cerca de vinte outros mapas, incluindo mapas de Cláudio Ptolomeu, mapas árabes e mapas portugueses da Índia e da China. Informa-nos que grande parte da geografia retratada na parte que restou derivava de cartas portuguesas contemporâneas.


Reparemos ainda que várias vinhetas ilustram criaturas míticas e eventos lendários. Os Acephali (ou Blemmyae), que não têm cabeça, mas têm o rosto no peito, estão presentes no mapa de Piri Reis, tal como os Cynocephali (ou Cynophali), os homens com cara de cão. Encontramos ainda o yale, um monstro imaginário semelhante a um antílope com presas e chifres móveis, e o monoceros, um animal lendário, semelhante a um boi, com um único chifre curvo, um corpo semelhante a um cavalo, maior do que um unicórnio, e pés de um elefante. O imaginário encontro de São Brandão com a baleia que foi confundida com uma ilha pode ver-se no topo da carta. A inscrição mais longa do mapa de Piri Reis retrata as viagens de Colombo, o “infiel genovês”. Houve quem considerasse que o hipotético Continente Meridional, frequentemente presente em mapas do século XVI, se parecia com a Antártida. Piri Reis apresentou o planisfério ao Sultão Selim I em 1517.


Further reading | Leitura complementar

  • Afetinan, A., Life and Works of Piri Reis, trans. Leman Yolaç and Engin Uzmen, Publications of Turkish Historical Association, no. 69a (Ankara: Turkish Historical Association, 1975).

  • McIntosh, Gregory C., The Piri Reis Map of 1513 (Athens & London: The University of Georgia Press, 2000).

  • Soucek, Svatopluk, Piri Reis & Turkish Mapmaking After Columbus: The Khalili Portolan Atlas, 2nd ed. (London: Nour Foundation in association with Azmimuth and Oxford University Press, 1996).

  • Santos Maia J., Couto Soares L., Uma relação entre Portugal e a Turquia em torno de Piri Reis, Sociedade de Geografia de Lisboa, Academia de Marinha, Embaixada da Turquia (Academia da Marinha, Lisboa 2018). PDF

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