• Sima Krtalic

Chart of the Week | Anonymous chart of the Mediterranean and Black Sea, [ca. 1350], [Italy]



Author | Autor Anonymous

Date | Data [ca. 1350]

Country | País [Italy]

Archive | Arquivo Bibliothèque Nationale de France

Call number | Número de catálogo Italien 1704

Dimensions | Dimensões 1010 mm x 520 mm

Medea-Chart BD | BD Medea-Chart


This anonymous chart is a fine example of early Italian nautical cartography, neatly drawn and elegantly lettered. In several respects it resembles another 14th-century chart kept at the Library of Congress, and may have been made by the same person. Although this nameless chart maker has generally been assumed to be Genoese, the placenames here seem to express some Venetian orthographic norms. Notable among these are the spelling of Pisa, Venice, and Ragusa (present-day Dubrovnik) as Pixa, Venexia, and Raguxa. Similar variants can be encountered in a number of works by Venetian cartographers of the 14th and 15th centuries, such as on the chart of 1367 attributed to Francesco Pizzigano (Pixia, Veniexia, Raguxa), the 1409 chart of Albertino de Virga (Vinexia?), and the 1422 chart of Giacomo Giroldi (Pixa, Veniexia, Raguxi). It is difficult to draw any firm conclusions about production context on the basis of these peculiarities, however, because the chart predates any clear standards for vernacular Italian orthography.


The parchment has slits on its neck and holes on its western edge, suggesting that it was originally attached to a wooden roller. It does not appear to have been trimmed, though, and the absence of any signature or date on the recto of the parchment must have been intentional. A discreet inscription on the verso could provide useful information but has not yet been deciphered. The curators of the Bibiothèque nationale de France suggest a reading of Poczdite. If this transcription is accurate, its meaning is nonetheless obscure.


Another feature of this artifact, unusual for 14th-century Italian cartography, is its colouring: the terrestrial areas are tinted tan, subtly accentuating the division between land and sea. In discussing the chart, Ramon Pujades appears to imply that this feature was part of the original design, but this interpretation seems doubtful. While the red placenames written in the sea are crisply legible, those written on land are often blurred, suggesting that the wash was added after all the placenames had been inscribed. It is hard to believe that this chart maker, who otherwise displays a high level of competence, would adopt such an ill-advised order of operations. A better theory may be that a later owner took it upon himself to “beautify” the chart, as indeed happened to an atlas of 1318 by Pietro Vesconte, which was modified during the early modern period.


Versão portuguesa


Esta carta anónima é um bom exemplo da cartografia náutica italiana mais antiga, bem desenhada e elegantemente escrita. Em muitos aspectos, parece-se com uma outra carta do século XIV conservada na Library of Congress, e pode ter sido desenhada pela mesma pessoa. Embora se tenha geralmente assumido que este cartógrafo anónimo era genovês, os nomes geográficos parecem aqui exprimir normas ortográficas venezianas. São de destacar as ortografias de Pisa, Veneza e Ragusa (moderna Dubrovnik) como Pixa, Venexia e Raguxa. Variações semelhantes podem ser encontradas numa série de trabalhos de cartógrafos venezianos dos séculos XIV e XV, tais como a carta de 1367 atribuída a Francesco Pizzigano (Pixia, Veniexia, Raguxa), a carta de 1409 de Albertino de Virga (Vinexia?) e a carta de 1422 de Giacomo Giroldi (Pixa, Veniexia, Raguxi). Contudo, é difícil tirar conclusões firmes sobre o contexto de produção somente com base nestas peculiaridades, uma vez que a carta é anterior a quaisquer padrões ortográficos do vernáculo italiano.


O pergaminho apresenta fendas no pescoço e orifícios na borda ocidental, o que sugere que estava originalmente presa a um rolo de madeira. Contudo, não parece ter sido cortada, e a ausência de qualquer data ou assinatura na parte da frente deve ter sido intencional. Uma discreta inscrição no verso poderia fornecer informação útil, contudo, esta não foi ainda decifrada. Os curadores da Bibiothèque Nationale de France sugerem a palavra Poczdite. Ainda que esta transcrição seja correcta, o seu significado permanece, contudo, obscuro.


Uma outra característica deste artefacto, incomum na cartografia italiana do século XIV, é a sua coloração: as áreas terrestres estão pintadas a castanho, subtilmente acentuando a fronteira entre a terra e o mar. Ao discutir a carta, Ramon Pujades parece sugerir que tal característica era parte do design original, mas essa interpretação parece duvidosa. Enquanto os nomes a vermelho escritos sobre o mar são extremamente nítidos, os que estão em terra aparecem frequentemente desfocados, o que sugere que uma aguarela foi acrescentada depois de todos os nomes geográficos terem sido escritos. É difícil de crer que este cartógrafo, o qual mostra elevada competência nas outras matérias, tenha escolhido uma ordem de operações tão desadequada. Mais provável será que um proprietário posterior se tenha encarregado de “embelezar” a carta, tal como aconteceu com um atlas de 1318, de Pietro Vesconte, alterado no período pré-moderno.


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